quinta-feira, 28 de agosto de 2014


PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NOSSO DIA ESTA CHEGANDO ENTÃO MULTIPLIQUE ESTA IMAGEM COLOCANDO COMO TELA DE FUNDO DO SEU FACEBOOK. A SOCIEDADE PRECISA SABER QUE DIA 1 DE SETEMBRO É O NOSSO DIA!
Renata Rodrigues


terça-feira, 26 de agosto de 2014

22/08/2014 - 09h22

Proposta garante piso de R$ 4,5 mil para professor de educação física

A Câmara analisa o Projeto de Lei 7006/13, do suplente de deputado Celso Jacob (PMDB-RJ), que estabelece o piso de R$ 4.500 para o profissional de Educação Física. O salário mínimo da categoria seria referente a uma jornada de 30 horas semanais, reajustado anualmente pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Arquivo/Alexandra Martins
Celso Jacob
Jacob: muitas vezes esses profissionais não têm o reconhecimento devido.
O texto, que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT- Decreto-Lei 5.452/43), determina ainda que o profissional de Educação Física não poderá ser contratado para uma jornada de trabalho inferior a 60 horas mensais.
Além disso, o profissional terá direito a repouso de 10 minutos a cada 180 minutos trabalhados e quando celebrar mais de um contrato de trabalho, o vínculo empregatício com cada empregador não poderá exceder 6 horas diárias.
“Estamos propondo a incorporação de alguns direitos específicos na CLT, a fim de que esses profissionais tenham mais tranquilidade para exercerem suas profissões e, consequentemente, sejam reduzidos os riscos a que as pessoas ficam submetidas durante a prática esportiva”, explica Celso Jacob.
Jacob destaca ainda a importância do trabalho realizado pelos profissionais da educação física na prevenção e no tratamento de doenças.
Tramitação 
O projeto será analisado conclusivamente pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Natalia Doederlein

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'
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Colunas / Bilhões de neurônios

A educação muda o cérebro

Será possível aplicar os avanços da neurociência para melhorar o sistema educacional? Em sua coluna, Roberto Lent discute essa questão a partir de resultados recentes que mostraram a existência de mecanismos cerebrais envolvidos com a aprendizagem.
Por: Roberto Lent
Publicado em 30/04/2010 | Atualizado em 30/04/2010
A educação muda o cérebro
O cérebro é como um computador que se reorganiza em resposta ao ambiente (foto: iStockphoto).
Nos últimos dez anos, uma profunda transformação conceitual ocorreu na neurociência: caiu por terra a ideia de que o nosso cérebro é todo formado durante a vida embrionária, nada mais restando após o nascimento senão aproveitar as nossas capacidades congênitas para aprimorá-las.
Essa concepção conservadora do cérebro como um órgão rígido, pré-formado sob estrita ordenação genética, agride o senso comum, mas possivelmente se cristalizou no século 20 pela grande influência de Santiago Ramón y Cajal (1832-1934), pesquisador espanhol que estabeleceu a doutrina do neurônio como unidade básica do sistema nervoso.
Cajal analisou ao microscópio – e revelou ao mundo por meio de belíssimas ilustrações a bico de pena que ele mesmo fazia –¬ milhares de neurônios de variadas formas, e centenas de circuitos neurais de diferentes composições, em cérebros de diversas espécies de animais, inclusive humanos.
Dotado de forte espírito imaginativo, Cajal viu além das formas que desenhou, propondo mecanismos e funções para os neurônios e seus circuitos. Apesar disso, via formas, mapas, circuitos. Talvez por essa razão, opinou sempre que o sistema nervoso adulto seria rígido e invariante. Um paradoxo, tendo em vista a grande flexibilidade comportamental e cognitiva de que somos todos dotados.
Novas técnicas revelaram o funcionamento dinâmico dos circuitos neurais dentro do cérebro vivo
A segunda metade do século 20, entretanto, trouxe novas técnicas capazes de revelar não apenas o mapa dos circuitos neurais, mas seu funcionamento dinâmico, dentro do cérebro vivo, no animal ou na própria pessoa em plena ação. Foi possível registrar os sinais emitidos por neurônios isolados, grupos de neurônios ou regiões inteiras do cérebro, relacionados a funções corporais, comportamentos e até sensações, sentimentos e operações cognitivas.
Neurônios por Ramón y Cajal
A ilustração A é um dos desenhos originais de Cajal, baseados em neurônios reais impregnados com prata, como se vê na foto B, tirada por Janaína Brusco, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto.

O cérebro mutante

Resultou desse esforço de pesquisa uma nova concepção: o cérebro é mutante, e não estático! Responde aos estímulos ambientais não apenas com operações funcionais imediatas, mas também com alterações de longa duração, algumas das quais podem se tornar permanentes. Emergiu o conceito de neuroplasticidade, que sintetiza essa capacidade dinâmica, mutante, transformadora.
A neuroplasticidade implica mudanças na transmissão de informações entre os neurônios, tornando alguns mais ativos, outros menos, de acordo com as necessidades impostas pelo ambiente externo e pelas próprias operações mentais.
Ao conversar com alguém, é preciso que você mantenha na sua memória por algum tempo as frases que emitiu e os assuntos que abordou. No dia seguinte, talvez isso não seja tão necessário. Essa é a chamada memória operacional, de curta duração, baseada apenas na persistência das informações nos circuitos neurais durante minutos ou horas. Os informatas a chamariam de memória RAM do cérebro.
hardwarecerebral se modifica com o treinamento e a aprendizado
Fenômenos neuroplásticos mais duradouros ocorrem com o treinamento e a aprendizagem. Nesses casos, os circuitos neurais envolvidos tornam-se fortes e permanentes. O hardware cerebral se modifica, com a emergência de novos circuitos entre os neurônios e o fortalecimento daqueles mais utilizados.
A informação obtida persistirá durante muito tempo, às vezes durante toda uma vida. Quem não lembra até a morte o nome de sua mãe, a data do seu aniversário, o primeiro beijo apaixonado, ou como andar de bicicleta e amarrar o sapato?

Neuroplasticidade e educação

Se o cérebro é plástico, mutável, como poderíamos aplicar esse conceito na educação? Não é a educação a prática social que objetiva mudar as pessoas, capacitá-las a realizar tarefas e comportamentos, ensiná-las a executar operações mentais sofisticadas e complexas e viver em sociedade segundo normas vantajosas para a coletividade? Mudar as pessoas é mudar o seu cérebro. Sendo assim, existiria uma ciência da educação? Neuroeducação? Em outras palavras: de que modo os avanços da neurociência poderiam ser aplicados na educação?
Muitos neurocientistas trabalham para esclarecer e viabilizar essa possibilidade, e já aparecem alguns resultados de pesquisa que nos autorizam a pensar em mecanismos cerebrais específicos envolvidos com os diversos aspectos relevantes para a educação.
Resultados recentes sugerem que há mecanismos cerebrais específicos envolvidos com a aprendizagem
Há poucos meses, a Fundação Dana, uma organização privada norte-americana dedicada a apoiar a ciência, a saúde e a educação, com ênfase particular na neurociência, lançou o número de 2010 deCerebrum, um livro anual que debate os avanços e perspectivas dessa disciplina. Nessa edição, sobressai uma interessante discussão com vários especialistas sobre as relações entre as ciências do cérebro e a educação. Dentre os resultados relatados e discutidos nesse livro, dois me chamaram a atenção.
O primeiro refere-se ao processo conhecido como transferência próxima. São experimentos realizados por um grupo de neurocientistas liderados por Gottfried Schlaug e Krista Hyde, do Instituto de Neurologia de Montreal, no Canadá, e da Universidade Harvard, nos Estados Unidos.
O grupo de pesquisadores acompanhou durante 15 meses crianças de 6 anos de idade sob treinamento musical, comparadas a outras sem essa atividade. Mesmo nesse curto período foi possível detectar alterações cerebrais estruturais nas regiões motoras envolvidas com os instrumentos musicais empregados (teclados), nas regiões auditivas e no circuito de integração entre os dois hemisférios cerebrais.
Influência do treinamento musical no cérebro
As regiões apontadas pelas setas são aquelas que se modificam nas crianças sob treinamento musical durante 15 meses. À esquerda a área motora, à direita a área auditiva. Modificado de Hyde e colaboradores (2009).
A neuroplasticidade estrutural no cérebro de músicos adultos já havia sido demonstrada anteriormente, mas persistia a dúvida sobre se o fenômeno era causado pelo treinamento ou se esses indivíduos eram previamente dotados de maior volume cortical nas regiões associadas ao processamento musical. No experimento do grupo norte-americano, isso ficou esclarecido, pois o estudo comparou as imagens obtidas antes e depois de um treinamento musical de 15 meses.
O termo transferência próxima, utilizado acima, pode agora ser entendido: refere-se ao efeito do treinamento sobre regiões funcionais relacionadas à função aprendida. Nesse caso, as regiões motoras e auditivas são obviamente relacionadas à aprendizagem musical.
O segundo grupo de resultados é mais impressionante, mas menos bem documentado cientificamente. Aborda um processo mais sofisticado chamado transferência distante. Aqui, a influência do treinamento (educação) se dá sobre funções menos relacionadas (distantes).
O treinamento focalizado em música, dança ou teatro poderia fortalecer o sistema atencional do cérebro
Uma avaliação do estado-da-arte nesse aspecto da neuroplasticidade foi feita emCerebrum 2010 por Michael Posner, professor emérito da Universidade de Oregon, e especialista nos mecanismos neurobiológicos da atenção.
O sistema em questão, neste caso, é o sistema atencional do cérebro, por meio do qual somos capazes de focalizar nossas operações cognitivas sobre um único alvo, e desse modo realizá-las de forma mais eficiente.
A ideia subjacente é que o treinamento focalizado em uma forma de arte que atraia fortemente o interesse de uma criança – música, dança, teatro – fortaleceria o sistema atencional do cérebro, repercutindo positivamente na cognição em geral. Para aprender, é preciso prestar atenção. E pode-se aprender a prestar atenção.

Efeito Mozart

O efeito Mozart
O “efeito Mozart” não foi reproduzido pela comunidade científica. Não deve ter ajudado nem o próprio... (montagem a partir de retrato de Mozart pintado em 1819 por Barbara Krafft).
Um primeiro experimento feito com essa perspectiva foi publicado em 1993 na revista Nature, e ficou conhecido como “efeito Mozart”. Os autores do estudo sustentaram que estudantes universitários expostos à música erudita por breves períodos de tempo (Mozart, especialmente) melhoravam suas habilidades de raciocínio espacial, também temporariamente. Os resultados causaram sensação, na época, mas jamais foram reproduzidos por grupos independentes de pesquisadores.
Mais recentemente, as tentativas de reproduzir esse efeito empregaram tempos maiores de exposição e treinamento musical ativo. Neste caso, alguns resultados mais animadores começaram a aparecer. Em 2004, o grupo de E. Glenn Schellenberg, da Universidade de Toronto (Canadá) relatou que crianças participantes de um programa de treinamento musical durante um ano apresentavam um aumento do seu QI, em comparação com crianças que não participaram do treinamento.
É verdade que o QI costuma ser criticado como medida comparativa da inteligência. No entanto, no estudo em questão, o mesmo teste era realizado longitudinalmente nas mesmas crianças, antes e depois do treinamento.
A transferência distante ainda é um fenômeno mal demonstrado, e a busca por demonstrá-lo atrai o interesse dos neurocientistas e psicólogos, pela sua óbvia repercussão em educação.
Será que chegaremos algum dia a poder orientar os sistemas educacionais segundo princípios científicos, mais do que segundo a nossa intuição de pais e professores?

Roberto Lent
Instituto de Ciências Biomédicas
Universidade Federal do Rio de Janeiro
      

segunda-feira, 25 de agosto de 2014





Aprendizagem x Desenvolvimento
*Dislexia
- Sistemas Cerebrais envolvidos na habilidade de Leitura
A Dislexia do Desenvolvimento (dis - distúrbio/ lexia - leitura em latim e linguagem em grego) é considerada um distúrbio específico da leitura.Ela é definida, de acordo com a Associação Internacional de Dislexia (1994) como um distúrbio específico de linguagem, de origem constitucional, caracterizado por dificuldades em decodificar palavras isoladas, geralmente refletindo habilidades de processamento fonológico deficientes.
Essas dificuldades são freqüentemente inesperadas em relação à idade e outras habilidades cognitivas e acadêmicas e não são resultantes de um distúrbio geral do desenvolvimento ou de problemas sensoriais.
Há várias classificações da dislexia, no entanto, Boder (1973), costuma dividi-la em três subtipos:
a) Dislexia Disfonética ou Fonológica - dificuldades na linguagem oral de palavras pouco familiares e dificuldades na conversão grafema/fonema. Relacionada ao comprometimento principalmente do lobo temporal;
b) Dislexia Diseidética - problemas de ordem (processamento) visual e relacionada ao comprometimento do lobo occipital;
c) Dislexia Mista - dificuldades tanto de ordem auditiva quanto visual e envolve regiões do lobo pré-frontal, frontal, occipital e temporal.
A tendência atual das causas da dislexia envolve a relação entre condições biológicas (genéticas e neurológicas) e ambientais, e cognitivamente há um déficit no processamento fonológico da informação. É importante ressaltar que os aspectos ambientais (familiares e escolares) têm forte relação com o desempenho desta criança na fase do desenvolvimento escolar, ou seja, a dificuldade ou não pode ser influenciada por uma falha na alfabetização ou problemas sócioculturais, não caracterizando necessariamente a dislexia.
Dentre os aspectos neurológicos envolvidos, estudos têm demonstrado alguns padrões de alteração cerebral, dentre eles na região perissilviana do hemisfério esquerdo e na assimetria do plano temporal esquerdo (na área de Wernicke - relacionada ao processamento fonológico, compreensão da fala e da escrita) (Capovilla, 2002).
Pesquisas utilizando neuroimagem funcional (PET, SPECT, RMf), demonstram diferentes padrões de atividade cerebral durante a leitura de crianças disléxicas, nas regiões responsáveis pelo processamento fonológico da informação, principalmente na região do lobo temporal, como podemos observar em pesquisas nacionais e internacionais (Lozano et al, 2003; Ciasca, 2005).Segundo a pesquisa realizada por Salgado, Lima e Ciasca (2008), as principais características observadas na Dislexia são: alterações na velocidade de nomeação de material verbal e memória fonológica de trabalho, dificuldades em provas de consciência fonológica (rima, segmentação e transposição fonêmicas), nível de leitura abaixo do esperado para idade e nível de escolaridade, escrita com trocas fonológicas e ortográficas, bom desempenho em raciocínio aritmético, nível intelectual na média ou acima da média, déficits neuropsicológicos em funções perceptuais, memória, atenção sustentada visual (problemas na seleção e recrutamento de recursos cognitivos necessários para o processamento da informação visual) e funções executivas (planejamento, memória operacional, capacidade de mudança de estratégias cognitivas, auto percepção de erros).
A presença de tais dificuldades no contexto escolar pode levar a criança a apresentar problemas emocionais, tais como depressão e ansiedade. Crianças com distúrbios de aprendizagem podem ter alto risco para o desenvolvimento de transtornos psicológicos, uma vez que tendem a ter um baixo autoconceito, comparam mais o seu desempenho com o de seus colegas, perdem a motivação para os estudos, apresentam incerteza com relação ao seu futuro.
Outros fatores como incompreensão e inadequação dos métodos pedagógicos às dificuldades da criança, baixo suporte social e principalmente familiar, também podem constituir fatores de risco para as comorbidades emocionais e comportamentais.
*Estudos indicam que pessoas com dislexia podem apresentar o lado direito do cérebro maior. Desta forma, indivíduos disléxicos podem ter suas habilidades que envolvam criatividade mais apuradas, em comparação à pessoas sem este diagnóstico, o que explica a ocorrência de casos entre famosos como Charles Darwin, Leonardo Da Vinci, Tom Cruise e Walt Disney. (Autor: Por Ricardo Franco de Lima - Cíntia Alves Salgado - Sylvia Maria Ciasca - Blog Ciência&Vida)


Aprendizagem x Conhecimento
X-Frágil - O que é?
- Em 1969, o pesquisador Herbert Lubs, observou através do Estudo Citogenético (ou Cariótipo), em uma família com dois irmãos que apresentavam comprometimento intelectual, uma falha (chamada sítio frágil) na região distal do braço longo do cromossomo X destes indivíduos.
Nos anos 70, Grant Sutherland denominou o nome de X-frágil a este cromossomo. Foi possível, então, caracterizar o conjunto destes sinais e sintomas passando então a ser usado o nome Síndrome do X Frágil. Em 1991 três grupos independentes de pesquisadores, na França, Holanda e Austrália, clonaram o gene FMR1, constatando ser este o gene responsável pela Síndrome do X Frágil. Em 1997 William Greenough e colaboradores (EUA, Bélgica e Holanda) mostram sua pesquisa definindo a proteína proveniente do gene FMR1: a proteína FMRP. Esta proteína é responsável pela maturação das sinapses e sua ausência ou drástica redução é a causa do comprometimento intelectual nos afetados pela Síndrome.
- O que é?
A Síndrome do X-Frágil está diretamente ligada a um defeito no cromossomo X, o qual contém a causa mais frequente do comprometimento intelectual com caráter hereditário, afetando o desenvolvimento intelectual e o comportamento de homens e mulheres. Um (1) em cada 4000 homens (nascidos vivos) e uma (1) em cada 6000 mulheres (nascidas vivas) são afetadas por esta Síndrome. No Brasil não há estatísticas formais. Constata-se, porém, um frequente desconhecimento dessa causa de comprometimento intelectual, tanto por parte de profissionais da área da saúde como da educação e, consequentemente, por parte da população em geral. Portanto, não é uma síndrome rara, é pouco conhecida e diagnosticada, já que sua investigação, comprovação e descrição científicas são recentes.
- O que causa?
A maioria dos mamíferos normais possuem o gene FMR1, inclusive o ser humano. Na Síndrome do X-Frágil este gene, por uma série de fatores é anulado, não produzindo seu produto final, a proteína FMRP.
O mecanismo da mutação é a variação do número de cópias de uma repetição instável de trinucleotídeos - CGG (Citosina-Guanina-Guanina), na extremidade 5’ do gene FMR1. O aumento do número de repetições acontece ao longo das gerações. Nos indivíduos normais da população, o número de cópias desta sequência de CGG varia de 6 a 40 e o gene está ativo, produzindo quantidades normais de proteína FMRP. Na Zona Gray, ou chamada limítrofe, o número de repetições varia de 40 a 55 cópias. Estes indivíduos em geral, não têm deficiência intelectual, mas podem apresentar alterações na aprendizagem, na área comportamental e emocional. Já de 55 a 200 cópias existe uma etapa chamada de pré-mutação.
Nesta etapa, os indivíduos podem apresentar um comprometimento emocional (como ansiedade e depressão) e 20% das mulheres apresentam menopausa precoce (menopausa antes dos 40 anos de idade). Os homens pré-mutados podem apresentar alterações acima de 60 anos de idade. Alterações estas que se manifestam como um tipo de Mal de Alzheimer associado a um tipo atípico de Mal de Parkinson. Esta nova síndrome foi chamada de FXTAS. Na mutação completa, o número de repetições é superior a 200, podendo chegar a milhares de trinucleotídeos. Indivíduos com mutação completa são chamados de “ X-Frágil”.
- Doença hereditária
É a segunda Síndrome com comprometimento intelectual mais frequente após a Síndrome de Down e a mais frequente herdada (familiar).Estudos indicam que o número de repetições de trinucleotídeos tende a aumentar a cada geração, principalmente quando transmitida por uma mulher portadora da pré-mutação. Sendo assim, o risco para a prole de mulheres portadoras da pré-mutação é maior a cada geração. Nas mulheres afetadas pela mutação completa, o quadro clínico é, em geral, menos grave provavelmente pela compensação do segundo cromossomo. Devido a um dos cromossomos “X” ser alterado, a mulher pré-mutada possui 50% de chances de enviar para a próxima geração: ou um X normal ( filho seria então normal) ou uma pré-mutação (filho igual a ela) ou transformando-se numa mutação completa ( filho afetado).
Quando o pai é portador da pré-mutação, este passará o gene alterado para todas as suas filhas, mas não para os seus filhos. Os homens com a pré-mutação a transmitem para suas filhas com o número de repetições praticamente sem alteração.
- Como é diagnosticado?
Os sinais e sintomas da Síndrome do “X -Frágil”, por serem semelhantes a outros casos de atrasos e distúrbios gerais de desenvolvimento, necessitam de confirmação através de exame genético com técnicas especiais. Atualmente, com os diagnósticos precisos, através da biologia molecular (DNA), consegue-se fazer um correto diagnóstico. Exame pelo DNA - o diagnóstico é realizado pelo estudo do DNA para detectar a Síndrome do X-Frágil. É feito através de amostra de sangue, analisada em laboratório de genética, este teste identifica tanto portadores de pré-mutação como de mutação completa.
Exame citogenético (cariótipo) pode diagnosticar a Síndrome do X-Frágil mas, tendo em vista a possibilidade de resultado falso negativo neste teste, ele não é definitivo quando o resultado é negativo. Além disto, exames citogenéticos não identificam portadores da pré-mutação ou pessoas portadoras da zona limítrofe, pois não é possível saber o número de repetições. Se o resultado do teste for positivo para a síndrome, deve-se procurar aconselhamento genético, quando se sabe que um membro da família é portador da síndrome, os outros familiares devem ser testados.
Mulheres que pretendem engravidar devem fazer o teste, se qualquer membro da família apresentar traços característicos do X-Frágil. O planejamento familiar precisa considerar os riscos de transmissão do gene alterado. O diagnóstico pré-natal já pode ser realizado. O estudo do DNA das células das vilosidades coriônicas permite o diagnóstico de fetos portadores da mutação completa no primeiro trimestre de gestação.
Só o diagnóstico conclusivo permite definir estratégias de atendimento mais adequadas para o desenvolvimento dos indivíduos afetados pela Síndrome do X- Frágil. A precisão dessa prova pode orientar ou redirecionar tratamentos, visando torná-los mais específicos. Possibilita, igualmente, aconselhar as famílias afetadas sobre os riscos de recorrência e as possíveis opções reprodutivas.
- Existe Tratamento?
Não existe cura para a Síndrome do “X-Frágil”, mas muitos experimentos terapêuticos e socioeducacionais têm sido realizados com êxito, auxiliando o indivíduo a conquistar um convívio familiar, escolar e social.No entanto intervenções de atendimentos especializados a estas pessoas podem minimizar os seus problemas. (Fonte: Ass.Catarinense da Síndrome X-Frágil)
Mais uma vez meu encantamento pelo que faço é maior. Obrigada Cristiane querida, turma de Inclusão do Campus Barra.

Querida Mestre Fátima Alves,
Não tive tempo hábil de lhe agradecer pessoalmente. Então, tomei a liberdade de utilizar este espaço para me dirigir a você. 
Obrigada por ter me proporcionado tantas atividades diversificadas e, principalmente, a oportunidade de assistir a este belíssimo filme. Tenha absoluta certeza que serei uma disseminadora desta semente que foi plantada em minha alma.
Você semeou em mim à vontade de abraçar esta causa que se chama INCLUSÃO.
Serei eternamente agradecida por ter tornado, o que a princípio era apenas a busca por uma autorização em cumprimento a uma lei, em um propósito muito maior.
Você foi, é e será uma professora ESPECIAL para mim. Você fez a DIFERENÇA!!!!
Um grande abraço,
Cristiane Mendes
BBC
25/08/2014 08h27 - Atualizado em 25/08/2014 08h27

Aparelho que 'turbina' cérebro com choques preocupa médicos

Aparelho vendido na internet envia sinais elétricos para ativar neurônios, mas pode causar ataques epiléticos e alterar humor.

Da BBC
A pesquisadora Hannah Maslen pediu 'calma e precaução' no uso de aparelhos que estimulam neurônios (Foto: BBC)A pesquisadora Hannah Maslen pediu 'calma e precaução' no uso de aparelhos que estimulam neurônios (Foto: BBC)
Se fosse possível, você gostaria de pensar mais rápido e ter mais capacidade de atenção? Pois há equipamentos que dizem ser capazes de fazer exatamente isso.
Estudos confirmam a eficácia de técnicas de estímulo cerebral, e aparelhos para isso podem ser comprados até pela internet.
No entanto, especialistas alertam para os perigos dos equipamentos, que ainda não são regulamentados por autoridades de saúde.
Os estímulos de corrente direta transcranial (TDCS) são pequenos choques elétricos aplicados na cabeça, estimulando os neurônios do cérebro.
A teoria por trás da técnica é que os sinais elétricos tornam os neurônios mais reativos, e pesquisas preliminares indicam que os estímulos elétricos podem aumentar a capacidade de atenção e ajudar pessoas com problemas de cognição e depressão.
A técnica é não-invasiva, extremamente leve e usada até pelas Forças Armadas dos Estados Unidos para melhorar o rendimento de seus pilotos de aeronaves não-tripuladas.
Algumas pesquisas indicam até que a técnica pode ajudar na resolução de problemas de matemática, um benefício que foi verificado seis meses depois da aplicação.
Matemática
Um dos pioneiros do uso de TDCS é Roy Cohen Kadosh, da Universidade de Oxford.
"Estudos demonstraram que, ao emitir sinais elétricos às partes certas do cérebro, podemos mudar o número de neurônios que transmitem informações no nosso cérebro, e assim aumentar a capacidade cognitiva em diferentes funções psicológicas", afirmou Kadosh à BBC.
No entanto, ele alerta que o uso indiscriminado da técnica poderia provocar danos.
Pesquisadores usam eletrodos para emitir choques às regiões do cérebro que querem 'ativar' (Foto: BBC)Pesquisadores usam eletrodos para emitir choques às regiões do cérebro que querem 'ativar' (Foto: BBC)
"É possível usar estímulos que não são benéficos para a pessoa. É preciso saber por quanto tempo e em que hora e com que intensidade estimular o cérebro", disse Kadosh.
Apesar dos riscos, já é possível encontrar aparelhos destinados ao público majoritariamente adolescente de "gamers", os jogadores de videogames. Um dos equipamentos pode ser comprado pela internet por 179 libras (cerca de R$ 675).
A publicidade promete ganhos de aprendizagem e rendimento, entre outros benefícios. "É possível aprender de 20% a 40% mais rapidamente, reduzir a dor, se sentir melhor, aumentar a sua energia ou reduzir o estresse com TDCS? Estudos dizem que SIM!" - diz um anúncio.
O prometido entusiasmo incondicional à nova técnica levou neurocientistas a expressar sua preocupação com a técnica.
Hannah Maslen, pesquisadora de pós-doutorado na área de Ciência e Mente na Universidade de Oxford, recentemente pediu "calma" no uso dos aparelhos. A equipe coordenada por Maslen diz que, entre os possíveis problemas, estão ataques epiléticos e mudanças bruscas de humor.
De acordo com Nick Davis, da Universidade de Swansea, no País de Gales, o cérebro continua a se desenvolver até cerca de 20 anos de idade, e portanto intervenções nesta idade poderiam ter um impacto maior.
Ainda mais preocupante, para Davis, seria a possibilidade de adolescentes desenvolverem os seus próprios aparelhos de estímulo cerebral, já que a tecnologia estaria ao alcance de "adolescentes sagazes".
"Essas pessoas provavelmente vão usar a técnica em uma dosagem mais alta do que um cientista ou médico recomendaria e têm menos noção dos riscos", afirmou o pesquisador.
Riscos
Como os fabricantes do equipamento não classificam o aparelho de estímulo cerebral como tratamento médico, ficam isentos de se submeter a regulamentações por parte das autoridades.
O tipo de aplicação alardeado pelas empresas está distante da área de foco das pesquisas científicas, diz Hannah Maslen.
"Se eles fazem alegações sobre uso para games, estão muito longe do tipo de uso estudado para auxiliar pacientes que tiveram derrames ou sofrem de depressão", afirmou.
Ela afirma que o direcionamento para este mercado pode ser interpretado como uma forma de evitar que os equipamentos sejam considerados de uso médico, o que requereria regulamentação rigorosa.
A cientista diz que não defende a proibição do uso dos equipamentos, mas gostaria que os consumidores tivessem informações suficientes para avaliar os riscos do uso.
Aprendizagem x Desenvolvimento
Autismo - por Frances Tustin
- "Abordagem Terapêutica de Frances Tustin" para crianças com autismo foi baseada em sua formação como psicoterapeuta infantil na escola de Melanie Klein. Tecnicamente, trata-se de fornecer a criança com brinquedos que são adequados para provocar o jogo sobre o seu mundo interior, como pequenos bonecos, animais domésticos e selvagens, uma casa de bonecas, carros, tijolos, materiais de desenho e assim por diante.
O terapeuta observa atentamente a criança de brincar e outros tipos de comportamento, bem como o clima emocional entre ela eo filho. Com base nesta temperado por uma boa quantidade de intuição e experiência, ela faz comentários fantasiosas sobre como a criança parece estar experimentando o relacionamento com ela, que se supõe derivar de seu mundo interno e idéias sobre como as pessoas tendem a se comportar Isto o ajuda a criança a se sentir compreendida e aceita além de promover crescimento. Ela pode desenvolver novas formas de se relacionar com outras pessoas, ao invés de permanecer presa a padrões habituais que podem não ser realistas ou de adaptação.
Crianças com autismo não falam ou jogam até que estejam melhores, e sua experiência sensorial pode ser muito diferente da do resto de nós. Ao mesmo tempo, e acima de tudo, são pessoas de direito próprio, com emoções que precisam de uma resposta, da mesma maneira que as outras crianças precisam. Isto pode ser difícil para os seus responsáveis - e seus terapeutas - porque a maneira particular de se expressarem é frequentemente difícil de decodificar. Frances Tustin era tudo menos doutrinária, e permaneceu profundamente interessada no conhecimento de qualquer fonte que pudesse ajudá-la a melhor empatizar com as crianças que ela tratava. Ela tinha um dom especial para descobrir seu caminho até a experiência de crianças autistas, particularmente a sua experiência corporal. Quando se recuperavam e começavam a falar, elas eram capazes de descrever estados aparentemente bizarros, como a sensação de perder partes do corpo.
Em anos recentes, muitas de suas formulações têm sido confirmadas pelos relatos em primeira pessoa de indivíduos com autismo. No início do tratamento, quando os seus pacientes ainda não podiam falar ou brincar, era uma questão de estimar os seus sentimentos a partir da maneira com a qual eles usavam seus corpos. Isto exige que o terapeuta leve em conta o contexto emocional e julgue pela reação da criança se ela está no caminho certo. Por exemplo, crianças que giram excitadamente podem estar obliterando a noção de estarem separadas, ou podem estar tentando aumentar a sua consciência proprioceptiva de todas as diferentes partes do seu corpo. Na opinião de Tustin, crianças com autismo começam se relacionando com o terapeuta como uma função e não como uma pessoa à parte; mas não é até mais tarde que a criança desenvolve transferência.
A "transferência infantil" é o processo pelo qual os sentimentos desde a primeira infância são re-experimentados vis-à-vis com o terapeuta. Uma vez que este processo é colocado em movimento, o terapeuta pode verbalizá-lo, o que ajuda a criança a avançar das posições nas quais ela havia ficado presa e a abandonar as práticas estereotipadas rebeldes e muitas vezes secretas que estavam se colocando no caminho do seu desenvolvimento e interferindo com as relações humanas.
Tustin adotou uma técnica mais ativa com seus pacientes autistas do que é típico do psicoterapeuta infantil com outros tipos de crianças: por exemplo, ela poderia gentilmente segurar as mãos da criança e explicar, "Tustin pode segurar a chateada". Ela era compreensiva e compassiva, mas totalmente assentimental, e ela pensava que a indulgência excessiva era tão ruim para as crianças com autismo como para qualquer outra criança. Ao mesmo tempo, ela estava consciente da vulnerabilidade que faziam necessárias as manobras de autoproteção e alertava contra os perigos de interferir com elas prematuramente ou desajeitadamente. (Fonte: http://www.frances-tustin-autism.org/pgs/main.php)


Bom dia pessoal!

Dia 20 de SETEMBRO realizaremos no Clube Tamoio de São Gonçalo o FESTIVAL DE NATAÇÃO EDIÇÃO DE PRIMAVERA
ESTAMOS RECRUTANDO A PRESENÇA DE ESTAGIÁRIOS PARA O EVENTO COM INÍCIO AS 8h DA MANHÃ
CARGA HORÁRIA DE 12 HORAS
POR FAVOR CONFIRMAR PRESENÇA PELO FACE!
FORTE ABRAÇO A TODOS!
Aline Fonseca

NEUROLOGIA

Cérebro modifica-se quando aprende a ler

por BRUNO ABREU12 novembro 2010Comentar
Cérebro modifica-se quando aprende a ler
Equipa de investigadores descobriu que o cérebro não tem nenhum mecanismo próprio de leitura e que tem de usar funções semelhantes para o poder fazer 
Aprender a ler, mesmo na idade adulta, é uma experiência tão importante para o cérebro que este concentra todas as suas forças neste acto e muda para conseguir realizar esta actividade. A conclusão é de um estudo realizado pelo português Paulo Ventura em conjunto com uma equipa internacional que foi publicado ontem na revista Science. Isto significa que o cérebro, quando aprendemos a ler, não usa os mecanismos antigos mas arranja novos para conseguir processar as informações visuais. O trabalho pode ser uma ajuda para compreender os processos da linguagem e, por exemplo, a perceber as causas da dislexia.
A leitura é um processo "recente", com seis mil anos, e o cérebro ainda não teve tempo de se adaptar ao processo de recolher informações visuais das palavras: "O que acontece é que quando se aprende a ler existe uma reciclagem neuronal: o cérebro aproveita as áreas que realizam funções semelhantes à leitura para poder ler. Isto acontece independentemente do sistema alfabético", conta ao DN Paulo Ventura, que trabalha neste projecto há três anos. Um dado interessante da pesquisa tem a ver com esta mudança cerebral: este órgão aproveita a área do córtex temporal dedicada ao processamento facial, que se reduz porque é aproveitada para ler. Os autores dizem que ainda precisam de investigar mais para saber se a aprendizagem da leitura afecta a nossa capacidade de reconhecer caras.
Os investigadores chegaram à conclusão testando 63 participantes adultos portugueses e brasileiros, que se dividiam em três grupos: iletrados, pessoas que aprenderam a ler na infância e outras que aprenderam a ler em adultos. "Os testes foram feitos no Brasil e em França. Aos participantes foi-lhes pedido que realizassem algumas tarefas enquanto uma máquina de Ressonância Magnética funcional ia analisando o comportamento dos seus cérebros", diz o investigador. Os testes a cada pessoa duravam cerca de oito horas, período em que lhes era pedido, por exemplo, para ouvir frases, tomar decisões como responder se identificavam certa palavra como sendo portuguesa, ou identificar objectos visuais.
O que a equipa de cientistas descobriu, além do facto de o cérebro criar zonas para poder ler, é que no caso dos iliterados, que não conseguem traduzir o que lêem, o cérebro não activa qualquer tipo de área como acontece com os literados. No caso destes, o cérebro não mostra diferenças quer a aprendizagem tenha sido na infância ou apenas em adulto. "O cérebro é plástico e adapta-se", acrescenta.
Um dos pontos importantes da investigação é aquilo que irá ser retirado dela. Apesar de não haver nada de muito concreto, um dos próximos passos tem a ver com o trabalho com os iliterados. Este pode permitir saber porque acontece a dislexia e elucidar como funcionam os mecanismos de leitura defeituosa.