sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
PUBLICADOS EDITAIS PARA PROCESSO SELETIVO DE CONTRATAÇÃO DE PROFESSOR DE APOIO ESPECIALIZADO E PROFESSOR BILÍNGUE EM NITERÓI/RJ
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Autismo: entre a proteção e autonomia
“Este artigo foi escrito em resposta ao texto “Linda: a autista que namora”, publicado no Blogueiras Feministas em 16 de janeiro de 2014. No citado artigo foi possível perceber uma série de incorreções e questionamentos que demonstraram um desconhecimento da realidade das pessoas com TEA (Transtorno do Espectro do Autismo) e suas famílias e que poderiam ser potencialmente danosos para a nossa causa, especialmente diante de um público leigo. Fiz vários comentários com o objetivo de corrigir tais impressões e informar melhor os leitores do blog. Por fim achei necessário solicitar um direito de resposta, o que foi negado pela moderação do blog. Diante dessa negativa decidi compilar meus comentários, acrescentando novos dados, num artigo só, de modo a facilitar a leitura e divulgação dessas informações.
Considerei bastante problemática a negativa da moderação do Blogueiras Feministas em me conceder o direito de resposta. É de se estranhar que um blog que carrega o feminismo no nome não queira dar voz a uma mãe e militante que considerou necessário questionar um conteúdo ali publicado. Devo lembrar que um número significativo de famílias de pessoas com TEA é monoparental e tem a mãe como chefe de família. O abandono por parte dos pais quando do diagnóstico de TEA é um problema muito presente na realidade das famílias de pessoas com autismo. Diante disso um artigo com inf
ormações pouco embasadas, que questiona a necessidade de proteção das pessoas com TEA como uma forma de “coitadismo”, pode ser bastante problemático para essas mulheres. Deixo aqui meu questionamento dessa atitude da moderação do Blogueiras Feministas, que demonstra falta de solidariedade e empatia para com milhares de mulheres e mães que batalham muitas vezes sozinhas pelos direitos de seus filhos e familiares com autismo.”
Como muitos que acompanham o FemMaterna devem saber, sou mãe de um menino com autismo autista de 6 anos, psicóloga e atualmente membro da AMA-MG (Associação de Amigos do Autista). Estou dentro da militância pelos direitos da pessoa com o Transtorno do Espectro do Autismo – TEA e entendo que fomentar o debate seja sempre saudável. Dito isso, preciso apontar alguns pontos problemáticos no artigo publicado no Blogueiras Feministas.
O TEA é uma síndrome caracterizada prioritariamente por dificuldades na comunicação (verbal e não verbal), na socialização e pela presença de comportamentos estereotipados, como o balançar do corpo pra frente e pra trás ou o flapping das mãos. O TEA é considerado uma deficiência pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e em dezembro de 2012 uma lei federal foi aprovada no Brasil reconhecendo o TEA como uma deficiência para fins de concessão de direitos e benefícios, além de garantir acesso a tratamentos fornecidos pelo SUS.
É preciso lembrar que o autismo tem particularidades que o tornam um transtorno único. O transtorno se apresenta como um espectro, ou seja, existem graus variados de gravidade, sendo que cada pessoa com autismo apresenta características muito particulares. Alguns autistas terão muitos comprometimentos pelo resto de suas vidas. Outros evoluirão de forma surpreendente, dadas as às condições necessárias para tanto, ou seja, intervenção precoce, tratamento adequado, apoio familiar, inclusão escolar. Mas o que sabemos é que todos eles precisarão de algum grau de apoio ao longo de suas vidas. E isso é válido mesmo para as pessoas com a Sindrome de Asperger, chamados aspies.
Além disso, muitos autistas apresentam um grau qualquer de deficiência cognitiva e algumas comorbidades, tais como epilepsia e presença de síndromes genéticas, como o X-Frágil. Mas mais importante que isso, devemos lembrar que faz parte das características do transtorno do espectro do autismo uma dificuldade muito grande de lidar com situações sociais.
Pessoas com autismo têm uma enorme dificuldade em entender situações sociais. Eles não compreendem como se dá uma interação social, como se inicia um diálogo ou como se responde a uma solicitação de interação, tal como o chamado dos coleguinhas para uma brincadeira ou as piadas dos amigos adolescentes. Eles podem chegar ao ponto de sequer compreender as expressões faciais, algo que os bebês aprendem naturalmente nos primeiros meses de vida. Também não entendem as nuances de uma conversa, mentiras, duplo sentido, hipocrisia ou má intenção por detrás dessas interações. Autistas se apegam ao que é dito, não ao que está por trás das palavras. Isso vai levar a uma série de dificuldades ao longo da vida, como isolamento, timidez e até agressividade.
Para trabalhar essa característica (que é uma deficiência) existem recursos terapêuticos, tais como a construção de histórias sociais que apresentam situações diversas para que o autista aprenda a interagir socialmente. Isso é feito com o objetivo de fazer com que o autista compreenda melhor o mundo e viva uma vida mais plena, independente e feliz. Muitos autistas conseguirão aprender a lidar com essas situações do dia a dia, com algumas limitações. Mas em muitos casos infelizmente essa interação permanecerá bastante restrita pelo resto da vida. Por isso o autismo passou a ser considerado uma deficiência.
Isto tudo demonstra como o TEA é um tema complexo. No entanto tenho observado muitas críticas, na maioria das vezes infundadas, à militância feita pelos familiares de pessoas com o transtorno. Tais críticas geralmente se baseiam de forma bastante leiga na ideia de que os tratamentos e intervenções feitas junto aos autistas visam corrigí-los ou adaptá-los forçosamente a uma normalidade padrão. Uma tentativa de normatizar o autismo, enfim.
Por outro lado existem críticas advindas das próprias pessoas dentro do espectro do transtorno do autismo. Em outros países já existe até mesmo um movimento criado e liderado por pessoas com autismo de alto funcionamento ou aspies que advogam ser o autismo uma espécie de “outra forma de ser no mundo”, um movimento pró neurodiversidade. Eles portanto não entendem o TEA como uma deficiência. Para estas pessoas o tratamento não seria necessário, já que o autismo seria só uma forma diferente de ver e viver a vida. Eu particularmente apoio que pessoas com autismo tenham sua voz e sejam ouvidas nas suas necessidades e insatisfações. Eu vejo o TEA não como algo a ser curado, mas uma condição humana que necessita de suporte e compreensão para atingir um desenvolvimento pleno. No entanto é preciso lembrar que o autismo é um espectro, ou seja, existe uma grande maioria de autistas que apresentam um quadro bastante grave, que são não verbais e que precisam de suporte de suas famílias e do Estado para garantir seus direitos, acesso a tratamentos e proteção. Portanto tal movimento, apesar de extremamente legítimo, não pode se arvorar a falar por todas as pessoas com autismo, sob pena de, ao buscar autonomia para uns, dificultar o acesso de outros a tratamentos e benefícios muito necessários. É preciso lembrar também que muitas dessas pessoas passaram por terapias que garantiram que hoje eles tivessem condições de falar por si, sem necessidade de representantes. Neste sentido parece-me um contra senso advogar contra estas mesmas terapias e negar o acesso de quem mais necessita delas.
Levantadas tais críticas precisamos nos voltar para os esforços das famílias em prol dos direitos dos seus filhos e parentes com TEA. Estas famílias têm trabalhado incessantemente para que seus filhos sejam pessoas bem sucedidas e independentes. Exigimos políticas públicas e atendimento interdisciplinar e de qualidade. Travamos batalhas duríssimas com o poder público que insiste em não enxergar o transtorno do autismo e as necessidades específicas que ele apresenta, teimando em fornecer aos autistas o mesmo tipo de tratamento que se despende a outras síndromes. Recentemente conseguimos fazer uma lei em âmbito nacional (Lei Federal 12.764, de 2012) que atenderá as pessoas com autismo nessas características próprias. Agora a batalha é que ela seja devidamente regulamentada.
Nós familiares também trabalhamos diariamente para que a sociedade compreenda e inclua as pessoas com autismo. A luta pela inclusão escolar e no mercado de trabalho é um esforço exatamente nesse sentido. Dizer portanto que nossa militância visa à “correção” do autismo é injusto e demonstra desconhecimento.
Infelizmente no artigo publicado no Blogueiras Feministas foi levantada a hipótese de que pessoas com autismo podem estar sendo caladas nas suas denúncias de maus tratos ao serem consideradas “incapazes” e que as famílias são uma grande fonte de violência contra os autistas. Isto é doloroso e injusto. Famílias podem ser fonte de violência em várias situações, como no caso de idosos, crianças pequenas, mulheres, etc. Mas no trabalho junto às famílias de pessoas com TEA procuramos fornecer apoio para que os familiares não se sintam desvalidos e abandonados ao ponto de chegar à agressão, motivada geralmente pela incapacidade de lidar com autistas de grau muito severo. Sabemos de casos de violência, mas eles são minoria e o que mais acontece, ao contrário do que se imagina, é que familiares e cuidadores sejam agredidos por autistas que não foram devidamente tratados e atendidos de forma correta e a tempo. Esses casos são resultado da falta de atendimento e do descaso do poder público com relação à população com TEA e suas famílias.
Tais críticas se tornam ainda mais problemáticas se levarmos em conta que alguns tratamentos oferecidos até pouco tempo atrás apontavam as mães como causadoras do autismo (a famosa teoria da mãe-geladeira). Este é um conceito ultrapassado mas que ainda reaparece na noção de que o autismo tem uma causa “psicológica”, ao contrário das evidências massivas que apontam para uma causação de ordem genética. Nós da militância temos trabalhado para desfazer esses estereótipos. Infelizmente a trama da novela da Globo só reforça essa noção ao mostrar a mãe como uma pessoa que nunca permitiu que a filha fosse devidamente tratada, impedindo seu pleno desenvolvimento. Um desserviço à sociedade, aos familiares e às próprias pessoas com TEA.
A autora do texto publicando no Blogueiras Feministas também diz que tem receio de que a voz dos autistas seja calada baseada numa “suposta” incapacidade cognitiva dessas pessoas. Vejam bem, essa incapacidade não é “suposta”. Ela é presumida com base em avaliações constantes por parte de uma equipe interdisciplinar que trabalha junto da família. Não é uma sentença para a vida toda, mas uma condição em constante reavaliação. Se isso falha é por conta da falta de atendimento de qualidade e acessível a todos, no contexto de um país que ainda não tem políticas públicas de qualidade em relação ao tratamento das pessoas com autismo. Jogar isso para cima das famílias, como se estas desejassem manter seus filhos como eternos tutelados é, digo novamente, extremamente injusto.
E com relação ao direito das pessoas com deficiência a levar uma vida sexual e amorosa saudável, eu não poderia concordar mais. Nós familiares de pessoas com autismo não desejamos nada além disso: que nossos filhos, irmãos e parentes sejam felizes, que encontrem uma pessoa que os respeitem e amem e que, se possível, constituam suas próprias famílias. Muitos autistas são capazes disso e nós trabalhamos diariamente para que esse número seja cada vez maior. No entanto algumas pessoas com autismo precisarão sim de proteção e o mecanismo da incapacidade jurídica muitas vezes terá de ser utilizado para garantir essa proteção.
Reconhecer a incapacidade garante direitos, tais como a proteção, o acesso ao apoio estatal e benefícios previdenciários. Não é um mecanismo para impedir o acesso da pessoa com deficiência, nesse caso com TEA, à felicidade e ao amor. A possibilidade de envolvimento afetivo das pessoas com autismo deve ser analisada no caso a caso, como o texto da querida Ana Arantes deixou bem claro. Tratar a preocupação dos familiares como paternalismo é cruel e injusto. Creio que quem vive o autismo no seu cotidiano pode avaliar o quanto as famílias lutam para que seus filhos sejam felizes.
Finalmente, já nos comentários do citado texto, a autora fez a seguinte afirmação: “acho irresponsável jogar todos os casos de autismo na vala comum do abuso de incapaz. Incapazes de que? Por que capacidades individuais não podem ser valorizadas?”. Bem, não sei se autora sabe, mas o apoio dado à pessoa com autismo através de terapias e na inclusão escolar e no mercado de trabalho sempre visa valorizar as características individuais e os pontos fortes da pessoa com autismo. Costumamos dizer que o autista geralmente possui ilhas de habilidades. São esses pontos fortes, os trabalhados na pessoa com autismo. O tratamento é sempre respeitoso com relação às características individuais e de contexto social. Recomendei a autora que procurasse conhecer melhor os métodos ABA, TEACCH, PECS, de construção de histórias sociais e de teoria da mente. Essas terapias têm a palavra autonomia como meta maior. Autonomia baseada no respeito à individualidade, ao grau de maturidade e capacidade de cada pessoa com TEA. Isso, repito, não é correção, é apoio.
Eu espero que este texto sirva para desmistificar algumas noções errôneas associadas ao autismo e ao tratamento e militância a ele voltados. Precisamos lembrar que a personagem Linda é uma peça de ficção, não necessariamente correspondendo à realidade das pessoas dentro do espectro do transtorno do autismo. Basear uma discussão séria e com consequências potencialmente danosas para pessoas com autismo mais severo, numa novela global, é algo a ser feito com muito cuidado e bom senso. Neste sentido escutar as famílias e profissionais é extremamente necessário: NADA SOBRE NÓS, SEM NÓS!
Agradecimentos especiais à Denise Martins Ferreira e às colegas do FemMaterna Vanda e Bárbara pela revisão e sugestão de termos.
NOTAS:
Para conhecer mais sobre o movimento pró neurodiversidade eu recomendo o excelente artigo “O sujeito cerebral e o movimento da neurodiversidade”, de Francisco Ortega, disponível online no link abaixo:
Artigo da Ana Arantes sobre a personagem Linda e a autonomia da pessoa com TEA: http://scienceblogs.com.br/odiva/2014/01/e-a-moca-autista-da-novela-heim/
Entrevista com Ellen Notbohm, autora do livro Dez Coisas que Toda Criança com Autismo Gostaria que Você Soubesse – Parte 2
(Veja Parte 1 da Entrevista com Ellen Notbohm, autora do livro Dez Coisas que Toda Criança com Autismo Gostaria que Você Soubesse)

Crianças com autismo cujas habilidades com a linguagem são limitadas muitas vezes dependem de ecolalia para se comunicar, repetindo trechos de linguagem ouvidos de outras pessoas. A ecolalia pode ser imediata (repetindo o que as pessoas dizem ao seu redor) ou de algo que ele ouviu no passado, como um filme (ecolalia tardia). Para muitos pais, inclusive para mim, a ecolalia de uma criança provoca uma sensação de pânico de que ele ou ela nunca poderá conversar em uma linguagem expressiva original. No entanto, a ecolalia geralmente não é a prisão limitada que tememos que ela seja, mas um ponto na estrada do desenvolvimento de uma criança em direção à competência de conversação. Muitas crianças com autismo, o meu filho inclusive, são adeptos do uso da ecolalia como uma ferramenta para a comunicação funcional. Eles reconhecem a sua própria capacidade para memorizar grandes blocos de diálogo ou texto, assim como para buscar esses “arquivos” rapidamente e recuperar passagens relevantes. Eles, então, empregam estas habilidades para compensar um déficit (de habilidades de linguagem expressiva ainda não desenvolvidas o suficiente para formular a resposta original instantânea esperada deles). Nesse contexto, a ecolalia é uma conquista maravilhosa de um cérebro que processa a linguagem de uma maneira particular, e é um ponto de partida para se aprender a originar um discurso expressivo necessário para uma conversa. Em um determinado período, meu filho conversava quase que exclusivamente através de ecolalia tardia, e apesar de já ser quase 100% apropriado, eu ainda estava desesperada para detê-lo. Felizmente para mim, a profissional especialista em autismo de nossa região ressaltou-me que a ecolalia é uma forma de expressão oral funcional e que a tentativa de esmagar a ecolalia de uma criança sem utilizá-la como um passo no desenvolvimento – tentando evitá-la ao invés de se construir a partir dela – seria um exercício em frustração, bem como o desperdício de uma ferramenta de aprendizagem. Ela estava certa. Com o tempo, a linguagem expressiva original de meu filho aumentou para padrões quase normais. Hoje, como um jovem adulto, ele ainda emprega ocasionalmente a ecolalia tardia, embora seja improvável que qualquer outra pessoa além de seus pais e de seu irmão possam perceber.
Atrasos ou dificuldades na linguagem oral são comuns no autismo. Nossa sociedade valoriza imensamente a palavra falada, mas para muitas crianças que são não verbais, minimamente verbais, que possuem um pequeno vocabulário ou apresentam dificuldade com a pragmática linguística, é essencial que nós as ajudemos a criar um meio de comunicação funcional, qualquer que seja esse meio. A comunicação pode ser realizada através de sistemas de figuras, língua de sinais, teclado para digitar a mensagem ou ainda a própria fala, pois, sem um meio de comunicação funcional, a criança não consegue expressar seus desejos e necessidades. Tente imaginar como seria a sua vida sem o acesso aos meios de comunicação e equipamentos que você considera necessários, e quanto tempo você conseguiria ficar sem esses meios antes de ficar sobrecarregado com frustração, ansiedade e raiva.
Habilidades de interação social comprometidas em sua criança com autismo frequentemente a deixam confusa. A falta dessas habilidades de interação social pode levar ao isolamento, mas a boa notícia é que há muitos recursos e oportunidades para ensinar as habilidades de pensamento social que levam às nossas ações sociais. Algumas escolas estão começando a reconhecer que o “QE” – quociente de inteligência socioemocional de uma pessoa – é tão importante para o sucesso na vida quanto a inteligência cognitiva. Já podemos ver algumas aulas curriculares para o desenvolvimento da inteligência socioemocional na escola.
A autoestima e uma perspectiva positiva de si mesmo são geralmente afetadas de forma negativa pelos desafios do autismo. Todos nós desejamos ser aceitos por quem somos, ao invés de sermos constantemente destrinchados e avaliados por nossas peculiaridades e dificuldades, ou sermos desmontados para termos nossas partes consertadas. A criança com autismo apresenta diversos desafios que podem ser superados em um processo terapêutico e educacional. Ela vai precisar de anos de orientação especializada para alcançar um lugar confortável no mundo, mas ela não precisa ser consertada, e o objetivo não é torná-la uma pessoa “normal”. Para ajudar uma criança com autismo a acreditar que ela poderá ser um adulto independente, produtivo e bem-sucedido, precisamos ajudá-la a desenvolver o sentido de sua pessoa como um todo e demonstrar o quanto apreciamos o que há nela para celebrar e admirar, assim como o quanto ela pode ser um exemplo a ser seguido por nós. Amamos e a guiamos a criança com a mesma aceitação de sua “pessoa como um todo” que gostaríamos que os outros tivessem por nós.
A arte na parede que tem apenas um propósito decorativo pode ser um incômodo visual, confundindo e distraindo a criança com autismo, então limite a exposição na parede aos itens que são relevantes, tais como o calendário visual diário e semanal, as palavras que estão sendo soletradas naquela semana, os trabalhos de arte dos alunos da classe ou fotos dos alunos envolvidos em atividades da classe. Lâmpadas brancas fluorescentes zumbem e piscam constantemente causando desconforto para muitas crianças (são até proibidas em escolas de alguns países) e podem ser substituídas por iluminação natural, lâmpadas incandescentes ou outras que imitam a luz natural, especialmente na área próxima à carteira da criança com autismo. Quando possível, evite produtos químicos muito fortes e os substitua por produtos sem fragrância e hipoalergênicos. Afixar tecidos de feltro ou bolas de tênis nos pés das cadeiras pode reduzir os sons agudos de cadeiras sendo arrastadas e arranhando o chão. Permitir que o aluno utilize um iPod ou fones de ouvido na sala de aula pode diminuir as distrações auditivas.
Muitos alunos conseguem se concentrar mais nas tarefas quando não estão sentados em suas carteiras. Algumas crianças apresentam melhor resultado na tarefa quando deitadas em um pequeno colchonete, pois o contato do corpo todo com o chão as acalma. Algumas gostam de trabalhar ou de ler em pé em uma espécie de pódio. Algumas buscam movimento e precisam mudar de posição frequentemente de forma a conseguir manter o foco.
Uma das estratégias mais eficazes pode ser o estabelecimento de um “espaço sensorial” para o qual a criança pode se dirigir com o objetivo de fazer um intervalo de autorregulação quando ela começar a se sentir sobrecarregada. Pode ser um canto da sala atrás de uma prateleira e conter um tapete, um pufe ou cadeira de balanço, fones de ouvido, objetos para exploração sensorial, livros, música. É preferível que a criança se regule neste ambiente da sala do que ter que sair da sala e depois voltar para se reintegrar ao ambiente.
Em breve: Parte 3 da Entrevista com Ellen Notbohm, autora do livro Dez Coisas que Toda Criança com Autismo Gostaria que Você Soubesse.
Leia mais em nosso site sobre:
A adaptação do ambiente físico para pessoas com autismo.
O processamento de informações por parte de pessoas com autismo.
Integração sensorial de pessoas com autismo.
O estilo responsivo na escola.
Por favor, conte-nos sobre o processo em que seu filho desenvolveu habilidades de conversação através do uso da ecolalia. Que conselho você daria aos pais de crianças que usam a ecolalia?

Crianças com autismo cujas habilidades com a linguagem são limitadas muitas vezes dependem de ecolalia para se comunicar, repetindo trechos de linguagem ouvidos de outras pessoas. A ecolalia pode ser imediata (repetindo o que as pessoas dizem ao seu redor) ou de algo que ele ouviu no passado, como um filme (ecolalia tardia). Para muitos pais, inclusive para mim, a ecolalia de uma criança provoca uma sensação de pânico de que ele ou ela nunca poderá conversar em uma linguagem expressiva original. No entanto, a ecolalia geralmente não é a prisão limitada que tememos que ela seja, mas um ponto na estrada do desenvolvimento de uma criança em direção à competência de conversação. Muitas crianças com autismo, o meu filho inclusive, são adeptos do uso da ecolalia como uma ferramenta para a comunicação funcional. Eles reconhecem a sua própria capacidade para memorizar grandes blocos de diálogo ou texto, assim como para buscar esses “arquivos” rapidamente e recuperar passagens relevantes. Eles, então, empregam estas habilidades para compensar um déficit (de habilidades de linguagem expressiva ainda não desenvolvidas o suficiente para formular a resposta original instantânea esperada deles). Nesse contexto, a ecolalia é uma conquista maravilhosa de um cérebro que processa a linguagem de uma maneira particular, e é um ponto de partida para se aprender a originar um discurso expressivo necessário para uma conversa. Em um determinado período, meu filho conversava quase que exclusivamente através de ecolalia tardia, e apesar de já ser quase 100% apropriado, eu ainda estava desesperada para detê-lo. Felizmente para mim, a profissional especialista em autismo de nossa região ressaltou-me que a ecolalia é uma forma de expressão oral funcional e que a tentativa de esmagar a ecolalia de uma criança sem utilizá-la como um passo no desenvolvimento – tentando evitá-la ao invés de se construir a partir dela – seria um exercício em frustração, bem como o desperdício de uma ferramenta de aprendizagem. Ela estava certa. Com o tempo, a linguagem expressiva original de meu filho aumentou para padrões quase normais. Hoje, como um jovem adulto, ele ainda emprega ocasionalmente a ecolalia tardia, embora seja improvável que qualquer outra pessoa além de seus pais e de seu irmão possam perceber.
Você poderia nos contar sobre as quatro características fundamentais do autismo descritas em seu livro?
O processamento sensorial é quase sempre um desafio para crianças com autismo e, para mim, é o ponto de partida para tudo que queremos fazer para ajudá-los. Muitas crianças com autismo apresentam hipossensibilidade ou hipersensibilidade a estímulos do dia a dia como sons, texturas, cheiros e outros estímulos vestibulares ou proprioceptivos. Mais do que meras irritações, sensibilidades amplificadas podem causar dor física, náusea, ansiedade e muitos outros sintomas. Pessoas cujos sistemas sensoriais estão organizados de forma típica conseguem processar milhares de estímulos sensoriais simultâneos sem esforço, mas uma criança com autismo muitas vezes não consegue processar mais que um por vez. Eu aconselho os pais a lidar com as questões sensoriais primeiro, especialmente quando estiverem tentando entender o que está causando comportamentos negativos ou atípicos. Para uma criança cujos sistemas sensoriais estão desordenados, todo o seu ambiente parece ser hostil. Não é possível se chegar a qualquer aprendizado ou socialização significativos se a criança não é capaz de tolerar o bombardeio sensorial acontecendo ao seu redor no que parece, para nós, um simples dia de vida comum.Atrasos ou dificuldades na linguagem oral são comuns no autismo. Nossa sociedade valoriza imensamente a palavra falada, mas para muitas crianças que são não verbais, minimamente verbais, que possuem um pequeno vocabulário ou apresentam dificuldade com a pragmática linguística, é essencial que nós as ajudemos a criar um meio de comunicação funcional, qualquer que seja esse meio. A comunicação pode ser realizada através de sistemas de figuras, língua de sinais, teclado para digitar a mensagem ou ainda a própria fala, pois, sem um meio de comunicação funcional, a criança não consegue expressar seus desejos e necessidades. Tente imaginar como seria a sua vida sem o acesso aos meios de comunicação e equipamentos que você considera necessários, e quanto tempo você conseguiria ficar sem esses meios antes de ficar sobrecarregado com frustração, ansiedade e raiva.
Habilidades de interação social comprometidas em sua criança com autismo frequentemente a deixam confusa. A falta dessas habilidades de interação social pode levar ao isolamento, mas a boa notícia é que há muitos recursos e oportunidades para ensinar as habilidades de pensamento social que levam às nossas ações sociais. Algumas escolas estão começando a reconhecer que o “QE” – quociente de inteligência socioemocional de uma pessoa – é tão importante para o sucesso na vida quanto a inteligência cognitiva. Já podemos ver algumas aulas curriculares para o desenvolvimento da inteligência socioemocional na escola.
A autoestima e uma perspectiva positiva de si mesmo são geralmente afetadas de forma negativa pelos desafios do autismo. Todos nós desejamos ser aceitos por quem somos, ao invés de sermos constantemente destrinchados e avaliados por nossas peculiaridades e dificuldades, ou sermos desmontados para termos nossas partes consertadas. A criança com autismo apresenta diversos desafios que podem ser superados em um processo terapêutico e educacional. Ela vai precisar de anos de orientação especializada para alcançar um lugar confortável no mundo, mas ela não precisa ser consertada, e o objetivo não é torná-la uma pessoa “normal”. Para ajudar uma criança com autismo a acreditar que ela poderá ser um adulto independente, produtivo e bem-sucedido, precisamos ajudá-la a desenvolver o sentido de sua pessoa como um todo e demonstrar o quanto apreciamos o que há nela para celebrar e admirar, assim como o quanto ela pode ser um exemplo a ser seguido por nós. Amamos e a guiamos a criança com a mesma aceitação de sua “pessoa como um todo” que gostaríamos que os outros tivessem por nós.
Que medidas um professor pode tomar para tornar o ambiente da sala de aula mais adequado para uma criança com autismo que pode apresentar um processamento sensorial diferente?
Uma sala de aula colorida e animada que parece tão calorosa e agradável para nós pode parecer ameaçadora para uma criança com autismo. Felizmente, o professor pode tomar diversas medidas para tornar o ambiente mais confortável para essa criança, e a maioria desses ajustes beneficia os outros estudantes também.A arte na parede que tem apenas um propósito decorativo pode ser um incômodo visual, confundindo e distraindo a criança com autismo, então limite a exposição na parede aos itens que são relevantes, tais como o calendário visual diário e semanal, as palavras que estão sendo soletradas naquela semana, os trabalhos de arte dos alunos da classe ou fotos dos alunos envolvidos em atividades da classe. Lâmpadas brancas fluorescentes zumbem e piscam constantemente causando desconforto para muitas crianças (são até proibidas em escolas de alguns países) e podem ser substituídas por iluminação natural, lâmpadas incandescentes ou outras que imitam a luz natural, especialmente na área próxima à carteira da criança com autismo. Quando possível, evite produtos químicos muito fortes e os substitua por produtos sem fragrância e hipoalergênicos. Afixar tecidos de feltro ou bolas de tênis nos pés das cadeiras pode reduzir os sons agudos de cadeiras sendo arrastadas e arranhando o chão. Permitir que o aluno utilize um iPod ou fones de ouvido na sala de aula pode diminuir as distrações auditivas.
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terça-feira, 28 de janeiro de 2014
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Inscrições abertas para a aula de mediação escolar do dia 22 de fevereiro - FOCO: Comportamento. Basta efetuar o depósito e enviar comprovante (escaneado ou fotografado) para esse email com nome completo.
Att Vanessa Schaffel
CONTAREMOS COM A PRESENÇA DA WAK EDITORA (VENDAS DE LIVROS SOBRE INCLUSÃO), ATELIE DE PANO e KIM KIDS COM MATERIAIS LÚDICOS E PEDAGÓGICOS
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PSICOMOTRICIDADE - ESPECIALIZAÇÃO - PÓS-GRADUAÇÃO/ 2014
ISPEGAE - OIPR – UNIITALO
Estratégia de Ensino: formar psicomotricistas, fundamentados nos princípios e conceitos da Escola Francesa de Psicomotricidade.
São 15 disciplinas, ministradas em 22 meses de aula, por professores especializados, mestres e doutores na cátedra. Cada aluno desenvolverá o estágio prático individual, supervisionado de 110 horas-aula e no final do curso deverá apresentar e defender para banca examinadora um trabalho de pesquisa no campo clínico como monografia.
Coordenação: Profª. Drª Maria Beatriz Loureiro, professores da equipe ISPEGAE-OIPR e da UNIITALO.
Público Alvo: formados em cursos reconhecidos pelo Conselho Federal de Educação (área de Saúde e Educação).
Requisitos: entrevista de seleção individual, à partir de setembro de 2013, com apresentação de currículo, que deverá ser agendada pelos telefones: 0055-(11)5044-5083/6079/6326. Preço: R$ 45,00.
Programa: apresentado na entrevista de seleção.
São 15 disciplinas, ministradas em 22 meses de aula.
Período de realização: início 19 de março de 2014- término dezembro 2015.
Dias da Semana e horários: 4ªs feiras (19:30hs às 23:00hs) e em dias (programados) 8:30 às 12:30hs.
Estágio Clínico Prático: 10 meses – 110 horas aula (individual, obrigatório e supervisionado) á partir do 3º semestre do curso. Monografia com orientação individual
Fone: +55 11 5044-5083 | 5044-6079 | 50446326
Rua Major Prado, 46 - Moema - 04517-020 - São Paulo - SP
ispegae-oipr@ispegae-oipr.com.br - www.ispegae-oipr.com.br
ISPEGAE - OIPR – UNIITALO
Estratégia de Ensino: formar psicomotricistas, fundamentados nos princípios e conceitos da Escola Francesa de Psicomotricidade.
São 15 disciplinas, ministradas em 22 meses de aula, por professores especializados, mestres e doutores na cátedra. Cada aluno desenvolverá o estágio prático individual, supervisionado de 110 horas-aula e no final do curso deverá apresentar e defender para banca examinadora um trabalho de pesquisa no campo clínico como monografia.
Coordenação: Profª. Drª Maria Beatriz Loureiro, professores da equipe ISPEGAE-OIPR e da UNIITALO.
Público Alvo: formados em cursos reconhecidos pelo Conselho Federal de Educação (área de Saúde e Educação).
Requisitos: entrevista de seleção individual, à partir de setembro de 2013, com apresentação de currículo, que deverá ser agendada pelos telefones: 0055-(11)5044-5083/6079/6326. Preço: R$ 45,00.
Programa: apresentado na entrevista de seleção.
São 15 disciplinas, ministradas em 22 meses de aula.
Período de realização: início 19 de março de 2014- término dezembro 2015.
Dias da Semana e horários: 4ªs feiras (19:30hs às 23:00hs) e em dias (programados) 8:30 às 12:30hs.
Estágio Clínico Prático: 10 meses – 110 horas aula (individual, obrigatório e supervisionado) á partir do 3º semestre do curso. Monografia com orientação individual
Fone: +55 11 5044-5083 | 5044-6079 | 50446326
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Curso de Formação em Psicomotricidade - 2014
O Curso de Formação em Psicomotricidade Escolar e Aquática, desenvolvido pelo Centro de Psicomotricidade e Fonoaudiologia Água & Vida tem como objetivo proporcionar ao participante o embasamento aprofundado e globalizado na área. O curso é realizado em módulos mensais de final de semana, nas Sextas-feiras (das 19h às 22h30) e nos Sábados (das 08h00 às 17h30). Nosso sistema modular com um encontro ao mês foi desenvolvido para permitir aos profissionais já atuantes se capacitarem no campo da psicomotricidade. Com uma carga horária total de 540 horas divididas em 30 meses, o curso contempla todas as exigências para a titulação como psicomotricista conforme as determinações da Associação Brasileira de Psicomotricidade.
Ao término do curso o profissional terá o Título de Psicomotricista, podendo atuar na área Clínica (Psicomotricidade Aquática) e na área Escolar (Psicomotricidade Escolar).
O Curso de Formação diferencia-se de uma pós-graduação, pois contempla uma carga horária de práticas e vivências, muito maior, sempre aliadas à teoria e com um número de alunos reduzidos (máximo de 15 alunos por turma). Desta forma o acompanhamento individual da formação profissional de cada aluno possibilita o entendimento da ciência da psicomotricidade de maneira muito mais ampla e aplicável na área de atuação de cada formando. O curso no curriculum lattes caracteriza-se como aperfeiçoamento, contudo, ao término você se titulariza como psicomotricista.
O campo de estudo da psicomotricidade e por sua vez, o curso de formação, permite que o profissional devidamente capacitado na área esteja apto para aplicar os conceitos nas mais diversas áreas da educação e saúde.
Na educação, o profissional terá uma maior sensibilidade ao avaliar seus alunos e as relações por eles estabelecidas, possibilitará também ao psicomotricista uma maior facilidade no trabalho com crianças com necessidades especiais, pois terá as ferramentas necessárias para decodificar suas vontades, dificuldades e interesses facilitando com isso o processo de inclusão.
No campo da saúde, o profissional habilitado poderá avaliar seus pacientes não somente baseado na sua formação de origem, mas sim de uma forma mais integrada e totalizada, podendo também aplicar ou atuar como psicomotricista.
Com mais de 30 anos de experiência na área da psicomotricidade e mais de 5 livros publicados, a Mestre em Educação, didata e Coordenadora do Curso de Formação em Psicomotricidade, Jocian Machado Bueno, é uma das pioneiras da Psicomotricidade Aquática no mundo. E está abrindo este ano sua 11ª turma de formação no Brasil.
O investimento para o curso é o seguinte:
Inscrição de R$50.
24x R$400,00.
Oferecemos descontos especiais para grupos de alunos, pacotes semestrais ou anuais.
As vagas já estão abertas e caso ainda tenha dúvidas podemos marcar um horário com a professora Jocian para esclarecer os pontos que forem necessários.
A turma de 2014 tem previsão de início para meados do mês de Março.
Aguardo vocês!
Att.;
Jocian Machado Bueno
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
PUBLICADOS EDITAIS PARA PROCESSO SELETIVO DE CONTRATAÇÃO DE PROFESSOR DE APOIO ESPECIALIZADO E PROFESSOR BILÍNGUE EM NITERÓI/RJ
No site:
www.educacaoniterói.com.br
No site:
www.educacaoniterói.com.br
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
2ª Fase das Inscrições
Para os Cursos/Oficinas da UnATI.Uerj de 2014 Será nos Dias 13 e
14/02/2014.
Atenção!!!!
Cada candidato só poderá se inscrever no máximo em 03
Cursos/Oficinas, logo não poderão concorrer os que participaram da 1ª
Fase das Inscrições em Dezembro.2013 e já se inscreveram em 03
Cursos/Oficinas. Para os interessados basta trazer a original e
cópia da Carteira de Identidade, de um comprovante de residência e
um telefone de contato pessoal.
Boletim Eletrônico Nº02.2014
De 22/01/2014.
Assunto: 2ª Fase das Inscrições
Para os Cursos/Oficinas da UnATI.Uerj de 2014 Será nos Dias 13 e 14/02/2014.
Olá Amigos(as)
A Coordenadora da Secretaria da
UnATI.Uerj – Graciete Rosa pede para que seja comunicado que
estarão abertas nos dias 13 e 14/02/2014 a 2ª Fase das Inscrições
para os Cursos/Oficinas que serão oferecidos pela UnATI.Uerj no
ano de 2014.
Seguem, em anexo, (02) arquivos com
o Calendário de Inscrição com os dias, horários e locais de
inscrição, e a Programação Geral com o elenco dos Cursos/Oficinas
que serão oferecidos pela UnATI.Uerj em 2014.
Seja amigo da UnATI.Uerj no Facebook:
facebook/unatiuerj e siga UnATI.Uerj no Twitter: twitter.com/unatiuerj.
Vejam em detalhes de como realizar
a sua inscrição:
Dia
13/02/2014 Terá Inicio a 2ª Fase das Inscrições Para os Cursos/Oficinas Que
Serão Oferecidos Pela UnATI.Uerj em 2014.
Quem pretende concorrer à uma vaga para os Cursos/Oficinas oferecidas
pela UnATI.Uerj para o Ano de 2014 deverá ficar atento, pois a 2ª
Fase das inscrições será nos dias 13 e 14/02/2014. E como
nos anos anteriores a matrícula será oferecida em duas modalidades: uma por
sorteio e outra por ordem de chegada, e seguirão um calendário
preestabelecido.
Dia 13/02/2014 as inscrições serão por Sorteio
para os Cursos/Oficinas como Yoga, Arte em Retalhos, Fotografia e
Inglês Instrumental. Já para o grupo de Cursos/Oficinas de Estética
Facial, Violão e Interpretação Teatral serão por Ordem de Chegada
no dia 14/02/2014.
"Nos dias das inscrições por sorteio, as senhas serão
entregues das 9 às 10h. Após, teremos o sorteio que esta previsto para as 10he15min.
Dessa forma é muito importante que os interessados cheguem cedo, pois as
senhas serão limitadas e intransferíveis”. Explica Graciete
Rosa – Coordenadora da Secretaria da UnATI.Uerj.
Cada candidato só poderá se inscrever no máximo em 03
Cursos/Oficinas, logo não poderão concorrer os que participaram da 1ª
Fase das Inscrições em Dezembro.2013 e já se inscreveram em 03
Cursos/Oficinas. Para os interessados basta trazer a original e
cópia da Carteira de Identidade, de um comprovante de residência e
um telefone de contato pessoal.
Para conhecer a grade com o Calendário de Inscrição com os
respectivos dias, horários e locais das inscrições, os candidatos
deverão comparecer à UnATI.Uerj antes do dia 13/02/2014, para
adquirir a Programação Geral dos Cursos/Oficinas.2014 – 2ª Fase, ou
baixá-lo pelo nosso site www.unati.uerj.br.
Mais informações pelos telefone 2334.0053/ 2334.0131/ 2334.0168/
2334.0604.
Marcos
Teodoro
Assessor
de Comunicação Social da UnATI.Uerj
Marcos Teodoro
Assessor de Comunicação Social Matr.26922-5 Universidade do Estado do Rio de Janeiro Universidade Aberta da Terceira Idade
Assessoria de Comunicação Social
Tel. 2334.0053/ 2334.0131/ 2334.0168/ 2334.0604/ 9136.8447
www,unati,uerj
Facebook.com/unatiuerj
Twitter.com/unatiuerj
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AGATHON - CURSO FORMAÇÃO EM PSICOMOTRICIDADE
NOVA TURMA MARÇO 2014.
INTERESSADOS NO CURSO - AGENDAMENTO PARA ENTREVISTAS NO DIA 03 DE FEVEREIRO AS 19HS. HÁ OUTRAS DATAS DISPONÍVEIS FAVOR ENTRAR EM CONTATO.
O curso será ministrado as segundas-feiras das 19 às 22 horas.
Clínica Agathon Av. Presidente Roosevelt 239, São Francisco , Niterói.
Estamos agendando entrevistas pelo tel 999424133 ou etelfranca@gmail.com
Venha conversar em nossa entrevista sobre a psicomotricidade e adequá-la da melhor forma na vida profissional.
Aguardo você!
At. Etel
NOVA TURMA MARÇO 2014.
INTERESSADOS NO CURSO - AGENDAMENTO PARA ENTREVISTAS NO DIA 03 DE FEVEREIRO AS 19HS. HÁ OUTRAS DATAS DISPONÍVEIS FAVOR ENTRAR EM CONTATO.
O curso será ministrado as segundas-feiras das 19 às 22 horas.
Clínica Agathon Av. Presidente Roosevelt 239, São Francisco , Niterói.
Estamos agendando entrevistas pelo tel 999424133 ou etelfranca@gmail.com
Venha conversar em nossa entrevista sobre a psicomotricidade e adequá-la da melhor forma na vida profissional.
Aguardo você!
At. Etel
[II CURSO DE ESTIMULAÇÃO COGNITIVA E MOTORA PARA IDOSOS (TEORICO E PRATICO)] As vagas já estão quase...
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Vale a pena ler !Vale Paulo Niemeyer Filho / Neurocirurgião
Por dentro do cérebro
Por dentro do cérebro
Parte da entrevista da revista PODER, ao neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho,
abaixo, quando lhe foi perguntado:

O que fazer para melhorar o cérebro ?
O que fazer para melhorar o cérebro ?
Vc tem de tratar do espírito. Precisa estar feliz, de bem com a vida, fazer exercício. Se está deprimido, reclamando de tudo, com a autoestima baixa, a primeira coisa que acontece é a memória ir embora; 90% das queixas de falta de memória são por depressão, desencanto, desestímulo. Para o cérebro funcionar melhor, você tem de ter alegria. Acordar de manhã e ter desejo de fazer alguma coisa, ter prazer no que está fazendo e ter a autoestima no ponto.
Cabeça tem a ver com alma?
Eu acredito que a alma está na cabeça. Quando um doente está com morte cerebral, você tem a impressão de que ele já está sem alma... Isso não dá para explicar, o coração está batendo, mas ele não está mais vivo. Isto comprova que os sentimentos se originam no cérebro e não no coração.
O que se pode fazer para se prevenir de doenças neurológicas?
Todo adulto deve incluir no check-up uma investigação cerebral. Vou dar um exemplo: os aneurismas cerebrais têm uma mortalidade de 50% quando rompem, não importa o tratamento. Dos 50% que não morrem, 30% vão ter uma sequela grave: ficar sem falar ou ter uma paralisia. Só 20% ficam bem. Agora, se você encontra o aneurisma num checkup, antes dele sangrar, tem o risco do tratamento, que é de 2%, 3%. É uma doença muito grave, que pode ser prevenida com um check-up.
Você acha que a vida moderna atrapalha?
Não, eu acho a vida moderna uma maravilha. A vida na Idade Média era um horror. As pessoas morriam de doenças que hoje são banais de ser tratadas. O sofrimento era muito maior. As pessoas morriam em casa com dor. Hoje existem remédios fortíssimos, ninguém mais tem dor.
Existe algum inimigo do bom funcionamento do cérebro?
Todo exagero.
Na bebida, nas drogas, na comida, no mau humor, nas reclamações da vida, nos sonhos, na arrogância, etc.
O cérebro tem de ser bem tratado como o corpo. Uma coisa depende da outra.
É muito difícil um cérebro muito bom num corpo muito maltratado, e vice-versa.
Qual a evolução que você imagina para a neurocirurgia?
Até agora a gente trata das deformidades que a doença causa, mas acho que vamos entrar numa fase de reparação do funcionamento cerebral, cirurgia genética, que serão cirurgias com introdução de cateter, colocação de partículas de nanotecnologia, em que você vai entrar na célula, com partículas que carregam dentro delas um remédio que vai matar aquela célula doente que te faz infeliz. Daqui a 50 anos ninguém mais vai precisar abrir a cabeça.
Você acha que nós somos a última geração que vai envelhecer?
Acho que vamos morrer igual, mas vamos envelhecer menos. As pessoas irão bem até morrer. É isso que a gente espera. Ninguém quer a decadência da velhice. Se você puder ir bem mentalmente, com saúde, e bom aspecto, até o dia da morte, será uma maravilha.
Hoje a gente lida com o tempo de uma forma completamente diferente. Você acha que isso muda o funcionamento cerebral das pessoas?
O cérebro vai se adaptando aos estímulos que recebe, e às necessidades. Você vê pais reclamando que os filhos não saem da internet, mas eles têm de fazer isso porque o cérebro hoje vai funcionar nessa rapidez. Ele tem de entrar nesse clique, porque senão vai ficar para trás. Isso faz parte do mundo em que a gente vive e o cérebro vai correndo atrás, se adaptando.
Você acredita em Deus?
Geralmente depois de dez horas de cirurgia, aquele estresse, aquela adrenalina toda, quando acabamos de operar, vai até a família e diz:
"Ele está salvo".
Aí, a família olha pra você e diz:
"Graças a Deus!".
Então, a gente acredita que não fomos apenas nós,
que existe algo mais, independente de religião.
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