quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

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A aquisição da linguagem dos bebês

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Por TED: Ideas worth spreading

newborn baby african american
(O conteúdo completo deste artigo está disponível em inglês com legenda em português)
Em relação à aquisição de linguagem, os sete primeiros anos de vida constituem uma janela importante de oportunidades. Após essa idade, há um decréscimo considerável na capacidade de aprendizagem de um novo idioma. Essa é a conclusão da neurocientista Patricia Kuhl, apresentada na palestra a seguir.
A diretora do Institute for Brain and Learning Sciences da Universidade de Washington explica que bebês e crianças pequenas são “cidadãos do mundo”, ou seja, conseguem compreender qualquer tipo de fonema, independentemente de sua língua materna. Porém, à medida que vão crescendo, vão perdendo esta habilidade e tornando-se “cidadãos de uma só cultura”. Ela apresenta um estudo onde observou-se que, aos seis meses, todos os bebês avaliados eram iguais, porém, dois meses depois já não apresentaram os mesmos resultados.

Diario de Pernambuco
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Atividades »Colégios particulares usam neurociência em São Paulo

Publicação: 15/12/2014 09:04 Atualização:
Antes comum só nos laboratórios de ponta, a neurociência chegou à sala de aula em colégios particulares de São Paulo. A ideia dos professores é propor atividades, como músicas ou jogos de raciocínio, que permitam estímulos cerebrais estratégicos. Se atingem a área certa da mente, dizem estudos, aumenta a chance de aprendizagem. O risco, de acordo com os especialistas, é dar mais importância à neurociência do que à pedagogia.

São nos primeiros anos de vida que as técnicas de estímulo cerebral fazem mais diferença para o aluno. O Colégio Santa Maria, no Jardim Marajoara, na zona sul de São Paulo, é um dos que usam a neurociência no começo do ensino fundamental. A principal aposta do trabalho é o emprego da música para o desenvolvimento da memória, concentração, percepção auditiva e conexão de conhecimentos. Essas competências são essenciais, por exemplo, para que as crianças aprendam a ler e escrever.

Na escola, os alunos do primeiro ano do fundamental têm aulas de música duas vezes por semana - com direito a canções, dança e instrumentos. No início e no fim de outras aulas, os professores também usam recursos musicais. "O primeiro ganho é na capacidade de atenção e de concentração", explica Sueli Gomes, orientadora da série no Santa Maria. Outra vantagem é na leitura. "Esse senso rítmico, de percepção das unidades de som, é muito parecido com o exercício das sílabas, das palavras", afirma.

Além de soltar a voz, Beatriz Ferraro, de 7 anos, usa essas aulas para praticar o tambor, o chocalho e o triângulo. O que parece somente diversão é uma ginástica mental. "A música tem de combinar com o ritmo. E quem está com cada instrumento deve saber a hora certa de tocar", conta a criança, que já participa de apresentações.

Outra atividade comum nessas aulas é o desenho inspirado em uma música. "A abstração ajuda nas entradas cerebrais", garante Sueli. Já a dança, de acordo com a professora, ajuda no convívio entre colegas, o que pode ser um desafio entre os mais novos. "Eles começam a perceber melhor a si mesmos, o espaço e o outro. Ficam mais atentos e respeitosos", diz.

Cérebro alerta

No Colégio Visconde de Porto Seguro, no Morumbi, zona sul da capital, a neurociência também guia o trabalho dos professores. A ideia central é trabalhar com metodologias ativas de ensino - que evitem alunos sentados ouvindo o professor durante quase uma hora.

O cuidado é para que as técnicas também cheguem às casas dos alunos. São oferecidas aos pais palestras sobre como ativar a mente, que tratam de temas como controle do sono, alimentação, autonomia e estímulos de aprendizagem.

"Dividimos a aula em tempos. Temos rituais de começo e de finalização de aulas", aponta Katia Chedid, vice-diretora pedagógica da escola. Um desses rituais, por exemplo, é uma brincadeira em que o professor incentiva o aluno a contar ou discutir o que aprendeu no encontro anterior.

Um cérebro feliz